Bicicross: do BMX Racing ao Freestyle!

O BMX Racing, também conhecido como Bicicross, se originou em meados das décadas de 1960 e 1970, época em que as linhas mais tradicionais do ciclismo — estrada e pista — já faziam parte dos Jogos Olímpicos.


E, graças a admiração de jovens norte-americanos pelo MotoCross, a modalidade rapidamente se popularizou, porque era muito mais barato praticar o BMX do que o motocross.


A vontade de reproduzir as manobras dos ídolos atrelada à falta de equipamentos fez com que as bicicletas fossem utilizadas em pistas de terra. Surgiu, então, o Bicycle Moto Cross, ou simplesmente BMX.

Se você adora realizar manobras com a sua bike e se sentir totalmente livre e cheio de adrenalina, com certeza essa é a modalidade perfeita para você!


Na década de 1970, o esporte testemunhou a criação da primeira federação, nos Estados Unidos. Já em 1981, surgiu a Federação Internacional de BMX, e um ano depois ocorreu o primeiro Campeonato Mundial da categoria, disputado em Ohio, nos Estados Unidos. Todos os campeões foram pilotos norte-americanos.


A partir de 1993, a União Ciclística Internacional (UCI) passou a regular o esporte.


No Brasil, o BMX chegou em 1978, quando o ciclista Orlando Camacho foi convidado pela marca Monark para chefiar a primeira equipe de BMX da América do Sul. Na mesma época, a empresa desenvolveu uma bicicleta exclusivamente dedicada à prática do BMX.


A primeira pista arquitetada no país foi no Guarujá, litoral de São Paulo, no mesmo ano, e em 1979, surgiu a primeira pista em São Paulo, na Marginal Pinheiros.


O BMX fez sua primeira aparição olímpica nos Jogos de Pequim-2008, com disputas tanto no masculino quanto no feminino. E no Rio de Janeiro-2016 foi a terceira vez em que o BMX distribuiu medalhas em uma edição dos Jogos.


O Bicicross se divide em duas modalidades, o BMX Racing (corrida) e o BMX Freestyle ou Street (manobras).


BMX Racing.

As provas do BMX Racing são disputadas em baterias com 8 atletas cada, até a final. As bicicletas utilizadas pelos atletas possuem, basicamente, rodas com aro 20”, além de uma marcha e um freio.


A largada é dada de uma plataforma com cerca de 10m de altura e a pista mede aproximadamente 400 metros de extensão.


As provas contam com 32 competidores na categoria masculino e 16, na feminina. Todos os competidores dão uma volta na pista, na fase de classificação, e é a partir da tomada de tempo que se define a posição de largada.


Nas quartas de final, são formados 4 grupos com 8 ciclistas cada que disputam 3 baterias de uma volta. Ao final da bateria, são classificados para a semifinal os 4 melhores de cada grupo.


Na semifinal, são formados 2 grupos com 8 atletas que disputam também 3 baterias de uma volta – sendo classificados os 4 melhores. E a grande final é realizada com os 8 melhores atletas disputando uma prova única.


Essa divisão apenas vale para o masculino, já que a competição feminina se inicia diretamente da semifinal.


Os competidores enfrentam obstáculos como rampas, valetas, morros, curvas acentuadas e ondulações. Vence quem completar o percurso no menor tempo possível.


Para competir nas Olimpíadas, os ciclistas devem ter, no mínimo, 18 anos e uma licença válida na federação nacional do seu país, além de ter, no mínimo, 10 pontos no ranking individual da modalidade.


BMX Freestyle.


O BMX Freestyle, também conhecido como BMX Street, é uma das modalidades mais radicais do ciclismo.


Apesar de, ter ser originado do Bicicross, possui uma essência bem diferente, priorizando o desempenho nas manobras, ao invés da velocidade, logo, a principal diferença entre o Bicicross e o Freestyle está na forma como a bike é usada.


O BMX Freestyle também começou a integrar as Olimpíadas, a partir de Tóquio 2020/2021. A inclusão foi efetivada visando justamente atrair o público mais jovem para os Jogos e trazer um perfil mais urbano às competições.


O BMX Freestyle se divide em 6 subcategorias: Mini Ramp, Street, Dirt Jump, Park, Vertical e Flatland. Se liga!


Mini Ramp: é usada uma rampa com altura e tamanho menores que o vertical. As manobras são feitas nas bordas, liagadas a saltos e aéreos, geralmente em rampas de madeira.


Street: é praticado nas ruas ou em pistas que reproduzem o ambiente urbano, com escadas, corrimões, rampas e etc.


Dirt Jump: é a categoria praticada em rampas de terra, com alturas e distâncias variadas. As rampas podem ser únicas, duplas ou sequenciais (trilhas).


Park: em circuitos fechados, bikeparks ou skateparks, com diferentes obstáculos como bancadas, rampas, corrimões e paredes.


Vertical: são usadas rampas em formato de U, iguais do skate, conhecidas como half pipe.


Flatland: em solo, sem rampas ou saltos, considerado o mais livre de todos os estilos. Cada atleta faz sua prova que alia dificuldade, firmeza e originalidade.


Nas Olimpíadas é disputada somente a modalidade Park, em rampas com grandes ondulações e obstáculos, na categoria Freestyle.


Os ciclistas são julgados pelas manobras realizadas com mais agilidade. Os juízes analisam a dificuldade, a originalidade, o estilo e a execução!


Como é a bicicleta de BMX?


A bike de BMX é bem diferente das outras modalidades, justamente para que o atleta consiga realizar todas essas manobras que falamos. Ela é bem mais leve, resistente e de pequeno porte.


Suas principais características:

  • As rodas são menores, geralmente de aro 20;

  • Possuem quadros, garfo e peças reforçadas para suportarem os saltos e as manobras radicais;

  • Ausência de câmbio;

  • Pneus mais grossos, projetados para terrenos difíceis;

  • Selim mais leve e pouco confortável;

  • Guidão elevado e com reforço.


Dicas para praticar o BMX!


Quer curtir adrenalina atrelada a alta velocidade no seu rolê de bike?


Invista numa bicicleta bacana! No mercado, atualmente, você encontra vários modelos de bicicletas BMX tops de linha. Os preços variam em média de R$800,00, podendo chegar a R$1.200,00, no caso das bikes profissionais.


Outra dica: adquira acessórios, vestuário e equipamentos de segurança.

Capacete de ciclismo fechado, camisas de manga longa, calça, luvas, tênis, caneleiras, joelheiras e cotoveleiras são itens muito importantes para evitar acidentes mais graves.


Campeões brasileiros na modalidade BMX.


Leandro Overall

Não precisamos ir muito longe pra conhecermos atletas de altissímo nível no BMX.


Aqui mesmo, em terras tupiniquins, temos o multicampeão de BMX, Leandro Overall.


O paulista, natural da cidade de Carapicuíba, coleciona títulos e participações nos maiores eventos mundiais.


O Leandro leva o esporte a outro nível, e se faz como o atleta brasileiro de BMX mais reconhecido no mundo.


Gustavo Bala Loka


Atleta paulista, e assim como o Overall, ele também é de Carapicuíba.

Bala Loka vem colecionando participações nas maiores competições de BMX Freestyle do mundo.


Gustavo caiu no gosto da galera, é admirado de forma unânime entre fãs do esporte, e é o Campeão de BMX Estilo Livre 2022.


Mesmo tendo nascido na pista de terra, Bala Loka vem se especializando em outro terreno, de madeira, na modalidade BMX park.


Ele já começou a treinar com o objetivo de competir nos jogos olímpicos de 2024. E nós, claro, estamos na torcida!





Nos últimos anos, o BMX cresceu de forma muito rápida. Observamos todos os dias uma novidade: um piloto em algum lugar do mundo mandando uma nova manobra ou uma marca lançando peças, acessórios e vestuário específico para os pilotos.


As competições apresentam manobras de tirar o fôlego, e as disputas têm atraído cada vez mais a mídia e o público em geral.


O segredo da ascenção do BMX é, justamente, essa constante renovação e busca pela novidade. E todo campeonato é sempre um espetáculo diferente.



Gostou do nosso post? Comente aqui!


Acesse nosso site e nosso blog. Fique por dentro de todas as novidades do mundo da Bike!















24 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo